Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Novo anoooooo.....

anonovo.jpg

-Ahhhhh este ano vou entrar com os dois pés… Vou mesmo. Nada de uma só perna, mesmo que seja a direita. Com os dois pés!!!!
E para mais tinha « passarinho novo» na gaiola. E ao mesmo tempo que pensava nele (o passarinho) os olhos brilhavam, o coração voavaaaaa longeeeeee…..
Lembrava-se perfeitamente desse ano, mais concretamente dessa passagem de ano.
Sempre fora uma romântica e tinha encontrado (o que ela julgava nos seus brilhantes e fabulosos 20 anos) o homem perfeito. Um verdadeiro Príncipe.
Era de boas famílias. Bem formado. Universitário. Um bom carro.
Tinham começado a namorar no início de Dezembro. E ele tinha-a convidado para uma passagem de ano em Sesimbra.
Seria uma festa com um grupo de amigos (dele).
Lembrava-se como se sentira nervosa perante a expectativa de ser formalmente apresentada como namorada.
Que bem que lhe soava aquela palavra N-A-M-O-R-A-D-A….
Imaginava o local da passagem de ano. Um restaurante finíssimo, umas pessoas elegantíssimas, uma música romântica….um beijo apaixonado ao soar das 12 badaladas …e muito champanhe. Muita dança. Imaginava-se a dançar, ele a rodear-lhe a cintura, o doce roçar dos corpos, a intimidade e cumplicidade.
Suspirou durante o dia 31 tantas vezes e tão profundamente, que chegou a assustar os pais, que acharam que ela deveria estar a chocar alguma coisa.
Não se cansava de olhar para o vestido preto de veludo e os sapatos, enquanto esticava as meias pretas de seda nas pernas. Simples, mas lindo. Os sapatos elegantes, salto alto (demasiado alto) mas valeria a pena o esforço de se manter equilibrada em cima deles.
Quando se viu ao espelho depois de vestida, achou que estava perfeita. Puxou o vestido um pouco mais para baixo para que o «v» do decote ficasse mais profundo, nada de exagerado, q.b de exposição fazendo adivinhar o resto. Sorriu.
Quando ele a foi buscar, teve o primeiro indício que algo não se iria passar como ela tinha previsto.
Ele disse-lhe que ela estava muito bonita e perguntou-lhe se não achava que aqueles saltos seriam incómodos. Ela disse não, claro que não.
Depois reparou que ele estava de calças de ganga…q.b. informal. Bom, mas haveria uma explicação, deveria ter roupa para se mudar em Sesimbra e para mais o seu fabuloso decote em «v» estava a funcionar, bem via os olhares que ele lhe deitava.
Chegaram cedo a Sesimbra e ele disse-lhe que os amigos já os esperavam no restaurante.
Começaram a passear na marginal junto à Praia. Ela achou que aquele passeio antes de irem para o restaurante era romântico, enquanto outro pensamento teimava em aparecer «-onde será que ele se vai mudar???».
Foi quando ele lhe mostrou o restaurante, que os seus sonhos desabaram como «castelos de areia» (um cliché mas muito apropriado).
A partir dai o desenrolar dos acontecimentos foram vertiginosos.
O restaurante era um daqueles antigos virados para o mar (nada do finíssimo e glamorousissimo que tinha imaginado). O seu vestido estava desenquadrado, (tudo de ganga e roupa velha), sendo alvo de comentários jocosos e constrangedores. Ás 12 badaladas em vez de um beijo apaixonado e champanhe assistiu a uma estranha operação de partir a loiça toda que se encontrava à sua frente na mesa (uma estranha tradição de deitar fora o velho com a partida do velho ano), enquanto os donos do restaurante tentavam impedir e explicavam que aqueles pratos eram novos. Enquanto isso um dos amigos do seu «príncipe» já bastante bebido, sussurrava para o seu decote em «v» que ela era bonita. O baile foi no pavilhão dos bombeiros de Sesimbra, acompanhado da sirene da ambulância que aparecia quase de 5 em 5 minutos, para levar pessoas indispostas (em coma alcoólico) .
As capas dos seus sapatos desapareceram num dos inúmeros buracos da calçada. As suas meias de seda pretas, tinham estranhos desenhos que faziam lembrar afluentes de rios que desaguavam em grandes buracos nos joelhos e tornozelos.
A bela Cinderela sentia-se saída de um «teatro de guerra».
E o fim avizinhou-se quando o seu «príncipe» saiu do meio da multidão com uma loira vistosíssima (falsa está claro) com um decote em «v» que nada deixava para adivinhar e a apresentou como uma nova amiga!!!!!
Sentiu os dentes a ranger…sentiu o verniz a saltar… e dignamente forçando um sorriso esticou o braço, mandou parar um táxi e regressou a casa, confirmando que não deixara nenhum sapatinho de cristal para trás.
Bom de «Cinderela» passou a «Maria Madalena»…
Agora passado mais de uma década, sorria ao pensar nisso.
Ele também estava a sorrir, enquanto a enlaçava pela cintura e se deixavam levar pela música. O doce roçar dos seus corpos, a intimidade e cumplicidade apoderava-se deles… ao soar das 12 badaladas ela adivinhava o beijo apaixonado e o champanhe.
Aliás era uma certeza, os indícios eram-lhe favoráveis desta vez…..

@ Desejo-vos um ano de 2006 repleto de coisas boas um beijo da Princesa


Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 19:44

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