Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006

Quando o cristal se estilhaça...

Ás vezes é bom enchermos a «boca» de palavras. Acharmos que somos melhor que os outros.

 

Mas e se as palavras um dia vierem de volta e nos atingirem???

 

É um pensamento que não me tem saído da cabeça todo o dia.

Tenho tido algumas discussões com muitas pessoas sobre um tema específico. Regra geral brinca-se com o tema, repudia-se e/ou descrimina-se.

 

Cheguei à conclusão que a maioria das vezes é melhor mesmo nem abordar o assunto.

 

O tema : HOMOSSEXUALIDADE

 

Recentemente deparei-me com duas situações na minha vida profissional.

 

Quanto à primeira não tenho grandes duvidas. Há uma postura profissional que está posta em causa.

 

Ou seja duas colegas que tudo indica são lésbicas e que no local de trabalho ( e durante o horário de trabalho) se encontram em lugares recônditos e escondidos (não deixando de ser espaços públicos do escritório).

 

Ou seja se algum casal heterossexual optasse por um qualquer lugar do escritório para uma «queca» fortuita, discordaria da mesma forma.

 

No segundo caso tem a ver com 2 rapazes. Durante as duas ultimais semanas tive que conviver socialmente com eles. E cheguei à conclusão que não estou preparada para ver algumas coisas. O conceito preparada aqui pressupõe, o aceitar com normalidade que um casal de rapazes se toque, se insinue e se seduza em publico…

 

Era eventos sócio/profissionais…será que por isso os considero menos próprios??? Ou será que deixei vir ao de cima a educação heterossexual que tive???

 

Será que toda aquela propaganda de palavras que debito sempre que alguém se insurge com comentários «pseudo-machistas» e «discriminatórios» é apenas treta???

 

Ou será normal sentir algum desconforto uma vez que tal como mencionei era um evento sócio/profissional??? Será que se estivesse na presença de um mesmo casal heterossexual me sentiria desconfortável???

 

Estas dúvidas aborrecem-me especialmente porque não tenho uma resposta imediata para as mesmas. Achei que ajudaria se as «debitasse» para o papel.

 

Não ajudou!!!

 

De qualquer das formas julgo que postura e bom senso é algo que nada tem a ver com a (opção) sexual de cada um. Não tivéssemos o exemplo dos «Castelos Brancos e Companhias, Lda» que em nada abonam em prol dos homossexuais.

 

 

 

A opção está entre parêntesis porque acredito que ser homossexual não é um defeito nem uma opção, apenas É.

 

Beijos (recatados) da Princesa Virtual ( que já voltou das suas visitas ao reino)

sinto-me:
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 23:11

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41 comentários:
De helluah a 14 de Outubro de 2006 às 20:42
not happy at all :(
De crowe a 16 de Outubro de 2006 às 19:26
Bem Princesa devo desde já dizer-te que estou com soluços por isso se o comentário sair ... intermitente ou reticente a culpa é mesmo dos soluços...que não param... nem or nada! Enfim voltando ao assunto... Tenho desde há uns aninhos amigos gays, alguns que estão juntos há mais tempo que tenho de casada e fico embevecida com a forma como se olham quando pensam que ninguém vê! As manifestações de carinho entre eles, ou outros em diversos lugares nunca me deixaram incomodada, não que me lembre! MAs entendo que seja estranho e acho que infelizmente consideramos normal ver um casal hetero em plena rua a "comer-se" a fundir-se em cada esquina, alguns até que o achem "romântico" mas apontem o dedo a um abraço entre um casal homo! A mim o que me faz realmente muita confusão e causa desagrado são comportamentos levianos e libertinos de luxúria quase histérica sejam homo ou hetero... Irritam-me e enfurecem-me! Como alguém que conheço diz: por favor, espanquem-me violentamente na cabeça com uma frigideira quando se quer tais pensamentos me passarem pela cabeça! Quanto ao comportamento sexual em horário laboral... bem... a minha opinião ai seria diametralmente oposta dependendo da resposta a 2 questões:atrasam o trabalho ou prejudicam a produtividade? e - fazem-no numa tentativa de provocar deliberadamente os colegas face à sua opção sexual? se a resposta for sim a uma ou a ambas as questões pois digo que essas pessoas sao umas imberbes com caracteristas de verme acefalo. Se a resposta é não pois olha que sejam felizes. Não conheço ninguem que fique menos cristiva ou menos motivada depois de saciar desejos... enfim mas como o título do livro: Tudo é relativo! beijos e boa semana
De Charlie a 18 de Novembro de 2007 às 17:51
Ha alturas em que o amor é tanto que transborda para todo o mundo, e todo o mundo é pouco para tanto amar...
A homosexualidade é uma expressão anormal de afectos, - Não se caia na armadilha de considerar o homosexualidade uma coisa nem normal nem doentia, - mas não deixa de ser uma expressão de afecto e as pessoas profundamente apaixonadas vivem numa esfera química que as torna seres únicos.
Quem nunca se apaixonou loucamente não sabe talvez do que esteja a falar, mas nesse estado de alma, não há fronteiras nem sítios nem tempo que chegue e todo o nosso entorno é o prolongamento do nosso sentir. Tão dificil de controlar, tão dificil de esconder, impossivel de fingir....
Não sou homofobo e ás vezes fico pensando como reagiria se um filho meu fosse homosexual, no entanto ser-me ia difícil aceitar toda uma alteração de perspectívas, espectatívas e de paradigmas que se encaixam na nossa matriz de normalidade. Lembro no entanto, que sob esse ponto de vista, as manifestações públicas de afecto são aceites também sob esse prisma: o da normalidade, ou melhor; o que socialmente se considera entre o adequado o o aceitável.
Culturas há onde um beijo é um cumprimento obrigatório, e noutras uma crime de lesa moral. São os valores de comportamento das sociedades das quais fazemos parte. Nas sociedades mais modernas, esses valores diluem-se perante a explosão das liberdades individualis e assim somos postos perante um viver que á falta de valores universais nos fecha mais sobre nós mesmos.
E é daqui que nasce o paradoxo que nos faz reparar como é precisamente nas sociedades mais abertas que mais movimentos conservadores e regressacionistas surgem, com destaque para os Estados Unidos. Em certos Estados, ao mesmo tempo que os bares de strip fazem furor, é proibido uma mãe dar mama a um filho em público...
Quanto ao post propriamente dito e cingido á temática, não sendo de alguma forma fundamentalista como os nossos amigos dos States, nem tão liberal como eles depois esquizofrenicamente se revelam, estou de acordo que um pouco de recato não faz mal a ninguém. Sãp homosexuais? Pois que sejam felizes mas evitem faze-lo ao meu colo....


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