Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2006

Um olhar sobre a infância....

infancia1.jpg

@ foto de Carlos Teixeira

Todas as manhãs a caminho da estação de comboios deparo-me com «bandos» de miúdos que vão para a escola. No outro dia um grupo de meninas chamou-me a atenção.
As figurinhas da minha escola primária estava lá todas…eu podia ser uma daquelas meninas.
A que me chamou a atenção era uma menina «gorduchinha» e grande…ela sem duvida parecia liderar o grupo. Impunha-se pela «dimensão» e isso confesso que me divertiu.
Na minha escola primária havia uma menina assim, era a Paula, era muito amiga das suas amigas e ai de quem não fosse sua amiga!!! ..era certo que experimentava a mão «sapuda» e «rechonchuda» da Paula
Depois também havia a Elsa «loira», alta e esguia. A Elsa impunha-se pela sua «altura». Eu era amiga da Paula e para mal dos meus pecados nem por isso da Elsa.
Resultado, dia sim dia não, levava «sopapos» da Elsa. Conta a minha mãe que um dia quis acabar com aquilo e foi à escola. Apanhou a Elsa e calmamente tentou-lhe fazer ver que deveríamos ser amigas e blá blá…. Pois nesse dia em vez de um «sopapo» levei dois e ainda passei uma semana a ouvir «queixinhas!!! queixinhas!!!».
A minha mãe desistiu e as coisas resolveram-se por si próprias depois de um episódio «dramático» porque passei. Bom, também ajudou o facto de ter crescido mais uns «cms» e ter ficado quase da altura da Elsa.
A Paula sempre foi minha amiga, com 9 anos apanhei hepatite e diz a minha mãe que o tempo todo em que fiquei de cama e delirava com febre, a Paula esteve sempre comigo (mesmo sabendo que corria o risco de apanhar a hepatite).
As crianças do meu tempo eram muito ingénuas. Recordo com um sorriso a nossa «doce» ingenuidade. Lembro-me de com uns 7 ou 8 anos, ver um anuncio na televisão sobre «pensos higiénicos» em que uma bailarina dançava «em pontas». Durante muito tempo julguei que os pensos eram o suporte para os pés das «dançarinas». Aliás treinei durante uns tempos com os pensos da minha mãe, até ela achar que «havia gato» no desaparecimento de tanto «penso» e eu concluir que seria boa ideia parar com aquilo, para bem da minha integridade física. De qualquer das formas nunca consegui imitar a «bailarina».
Com o tempo as imagens vão-se esbatendo e as recordações também. Mas há algumas que ficam… Aliás uma em particular é contada pela minha mãe (para meu embaraço pelo menos em algumas situações). Eu também me lembro como se fosse hoje, aliás para ser sincera ainda me sinto «ofendida»!!!!
Ele chamava-se Victor, teria a minha idade 7 ou 8 anos… Sabem aquele menino atrevido. Aquele menino que é o «líder» dos meninos. Que é um verdadeiro CHATO aos olhos de qualquer menina de 7 ou 8 anos???
Lembro-me que estávamos no recreio e o Victor nesse dia resolveu escolher-me como vítima.
O muro que rodeava a escola era baixo e enquanto eu falava com o grupo das meninas ( que obviamente estava separado do grupo dos meninos, já na altura adorávamos cochichar sobre os meninos!!!), o Victor apanhou-me de costas, subiu para o muro e lançou-se. Lançou-se para cima de mim!!!!! Fiquei estatelada no chão enquanto o Victor numa qualquer estranha dança da «lambada» mexia as suas ancas, deixando-me pregada ao chão.
Quando me consegui soltar tinha o recreio inteiro a rir à gargalhada.
Bati com os calcanhares no rabo e em segundos cheguei a casa «lavada em lágrimas» … Assim que entrei a minha mãe perguntou-me o que se passava e eu repeti no meio de soluços «- Não vouuuuu mais à escola!!! O Victor fez malcriadices comigo!!!».
Choreiii..choreiii e bati o pé… Mas a minha mãe achou que talvez não fosse nada grave (mãessss nunca percebem a gravidade das coisas!!!!) e assim literalmente arrastou-me para a escola. Deixando-me cá fora lavada em lágrimas enquanto foi falar com a minha Professora.
Tenho boa impressão da minha professora da primária. Chamava-se Maria do Carmo, era pequenina e tinha um olhar doce. Naqueles tempos respeitávasse bastante os professores (quer os pais e quer os alunos). Sei que a nossa professora reuniu a turma e fez uma pequena «dissertação» sobre o tema…não me lembro bem das palavras. Mas impressionou a turma toda!!!

O resultado foi-me bastante favorável:

-as meninas aliaram-se a mim (nós as mulheres conseguimos ser umas cabras umas para as outras, mas muito solidárias quando o tema é meninos ou homens, mesmo com 7 ou 8 anos de idade está-nos nos genes!!!),

- eu vivi um momento «áureo» na minha escola primária, lembro-me que para prolongar aquele momento durante uns tempos choraminguei nos ombros das minhas amigas, com as lembranças do «horror» porque tinha passado;

- a Elsa ficou minha amiga;

- o Victor levou um carolo da Elsa e um sopapo da Paula;

Ahhhhhhhhhhh é verdade e o melhor de tudo teve que «jurar» no recreio que não voltaria a tentar fazer «malcriadices» comigo!!!!

Bom, confesso que passados 10 anos o Victor transformou-se num belo rapaz…mas promessas, são promessas…

@ Hoje apeteceu-me lançar um olhar à minha infância. Tenham uma boa semana…


Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 23:41

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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2006

Solidão???!!!!

solidao.jpg

NOTA DA PRINCESA: Depois de ler alguns comentários, depois de ver palavras a «tropeçarem» umas nas outras, depois de ver os «nós» que se formaram, e não só nas pessoas mais novas que me lêem...resolvi colocar aqui um «descodificador». Esta não é uma história TRISTE. Esta é uma história de «jubilo»!!!! Alguém que se perdeu e voltou-se a encontrar. :) Quanto á princesa está bem e recomenda-se :D se algum dia decidir escrever algo mais «intimista» nesse dia dou folga a quem me visita. Os comentários ficam fechados ;). Revejam-se, sintam-se nostálgicos...mas tristes??? Isso não!!! Como já disse é uma HISTORIA FELIZ...uma história de vida ( e de aprendizagem) :D

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@ imagem de Éderso Silva

Estou convencida que as mulheres são árvores...com raizes profundas, ramos fortes... este texto é dedicado e pura ficção... Mas uma ameaça premente e real para muitas pessoas...

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Um «acto de coragem» alguém lhe dissera. Para ela era um «acto de amor».
…

Tanto tempo sozinha. Tanto tempo sem ser ninguém.
Não sabia como aquilo aconteceu.
Mas hoje acordara e dera-se conta da sua solidão. Assustou-se quando se olhou ao espelho. Onde estava o seu «brilho»??? Quem era aquela mulher??? Para onde ia??? Pior! Onde estava???
Sentiu uma «claustrofobia» atroz. Faltou-lhe o ar. Faltou-lhe o espaço.
Não, queria estar só!!! Queria companhia…queria ser amada…
Há muitos dias, meses, anos que a solidão se tinha instalado para ficar.
Sentia-se como se tivesse acordado de «coma», não reconhecia nada que a rodeava.
Talvez tivesse sido o passeio ontem no parque. Os pares de namorados enjoativamente felizes, a Primavera que se aproximava…
Também não interessava muito pensar o que a tinha «despertado». Mas o que é facto é que estava desperta. Desperta essencialmente para a «vida».
Enquanto beberricava o café da manhã olhava pela janela. Apesar do ar calmo e sereno, que sabia que mantinha, um verdadeiro tornado de emoções a assolava.
Doía…muito. A consciência de nós próprios é uma coisa dolorosa.
Estava a chorar silenciosamente e solitariamente.
Tinha-se abatido o «silêncio» sobre ela.
Pegou novamente na chávena e sorriu, nunca tinha reparado na cor da chávena, bonita! Bebeu mais um gole de café.
Sim, estava decidido iria dar um rumo à sua vida «solitária».
Afastou-se dos seus pensamentos quando ouviu os filhos a despedirem-se. Deu um beijo a cada um. E depois olhou para o marido que lia o jornal e bebia o seu café e disse:

- Paulo, temos que falar.

Ele respondeu-lhe sem levantar os olhos do jornal:

- Sim, claro…agora não tenho tempo. Mais logo…quando regressar.

…

Não foi um «acto de coragem». Foi um «acto de amor» para consigo própria. Sorriu, enquanto se misturou com os «pares de namorados» enjoativamente felizes do parque. Não, já não se sentia só… Agora apenas se SENTIA…



Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 11:24

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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2006

Aleluia!!! Aleluia!!!

Arcoiris.jpg

@ Foto de Jorge Gois um fotógrafo açoreano WWW.JORGEGOIS.COM vale a pena visitar a página dele.
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No outro dia ia para o trabalho com uma colega minha. Uma rapariga acabadinha de sair da «escolinha». Uma «parladora» o que me diverte muito.
Uns olhos muito brilhantes, cheia de vida e muita piada. Uma «mulher» do Norte.
Gosto de pessoas do norte com muitos «bêsss»…a «pronuncia» cantada diverte-me e regra geral são pessoas divertidas.
Gosto do ar desta miúda, que é uma mistura entre o «conservador» e o «irreverente». Consegue conjugar uma saia verde abaixo do joelho e uma blusa de gola alta verde q.b. conservadores, com uns sapatos altíssimos «laranjas» debruados a «rosa» (que nunca calçaria, mas confesso que apenas por uma questão de «timing» e gosto pessoal). «Timing» porque acredito que para não roçarmos o «ridículo» tudo tem o seu tempo.
O mais engraçado é que mal se consegue equilibrar naqueles sapatos, mas também sei que sem eles não se sentiria bem. Um esforço para parecer mais «crescida» e ser levada a sério na vida Professional que agora está a iniciar.
Contava-me ela de uma forma muito «naife» que não gostava de LISBOA. Confesso que era cedo, estava cansada, o sol batia na janela do carro e eu ia meio ensonada, por isso deixava-a falar sem a interromper.
Que as pessoas de LISBOA, não eram como as pessoas do PORTO. Nem esta rivalidade NORTE/SUL me acordou da «lanzeira» em que me encontrava, ela era uma miúda nova não sabia o que dizia, pensei!!! E depois continuava bastante divertida.
Dizia-me ela às tantas que em LISBOA se falasse com alguém no metro, a olhavam como se fosse «louca».
Aqui sorri e apeteceu-me brincar com o «metro» do PORTO. Mas como disse ia muito ensonada, com o «sólinho» a bater-me, embalada com uma música na rádio e o som da voz dela.
Lembro-me que comentei estas «declarações» com uns colegas e que nos rimos.
Uns dias mais tarde re-lembrei esta história.
Tinha ido visitar uma equipa minha a um cliente e voltava para o escritório. Fui de metro e apanhei a linha «verde». Quando entrei dei comigo a pensar, que não é só as cores das linhas que mudam, a «clientela» também. Muita gente de cor, pouca gente «engravatada», muitos senhores «qué flô»…e como em todas as linhas muito calor humano. Quase não nos conseguíamos mexer.
Numa das paragens do metro entrou uma senhora, loira meia idade…intensamente perfumada e q.b pintada. Vinha carregada com imensos sacos.
Seria impossível não dar por ela.
Assim que entrou no meio da multidão tentou arranjar espaço para se segurar ao varão ( e olhem que não é tarefa fácil!!!).
Esbanjava sorrisos. Sorrisos enormes do tamanho do mundo … o que constrangia as pessoas.
Lembro-me que falava com todas as pessoas:

- Minha querida desculpe-me pode desviar a sua «cara laroca» para eu me segurar??? (enquanto lançava um verdadeiro sorriso a «Manuela Moura Guedes» à rapariga que ia encostada ao varão)

- Ai minha senhora isto é uma canseira !!!! (e lançava outro sorriso enorme à senhora que ia do seu lado esquerdo)

- Hoje fiz umas compras fabulosas!!! Quer ver o que comprei??? (virou-se para a senhora do lado direito, enquanto abria um dos sacos que tinha na mão)

Lembrei-me da miúda e da conversa dela sobre as pessoas de LISBOA. Todas aquelas pessoas olhavam para a senhora como se ela não «existisse». E eu virava a cabeça para o outro lado para conter uma gargalhada.
Reparava que as pessoas ficavam constrangidas. Que sorriam ou acenavam com a cabeça porque não tinham escapatória possível.
Para mim aquela senhora tinha-se tornado irresistível, não conseguia tirar os olhos de cima dela, «esbanjava» simpatia para todo o lado. Uma simpatia «constrangedora» nos dias de hoje.
Depois entre um « -olhe querido, dá-me uma ajudazinha???»... e muitos sorrisos, muitos agradecimentos, conseguiu algo de verdadeiramente impressionante que um senhor se levantasse e lhe desse o lugar!!!! Um lugar no metro??? !!!!
Agradeceu imenso, «- muita saúde, para si e família» dizia ela… e seguidamente depois de bem sentada entabulou conversa com a senhoras que iam á frente, direita, esquerda e atrás….
Formou-se uma GRANDE família, ali mesmo naquela carruagem do metro. E apenas escapavam as pessoas que como eu, já riam á gargalhada e viravam a cara para o lado (e se encontravam a uma razoável distância) e aquelas que conseguiam escapar às «garras daquela senhora tão simpática» com um desviar de olhos ou escondendo-se atrás de uma das vitimas da senhora.
A senhora da frente era a que lhe dava mais conversa e durante uns minutos fui entretida…era irresistível os ….queridas…sim amiguinha…ai que carinha linda que a senhora tem… entre outros «mimos» oferecidos com «genuinidade» pela senhora do sorriso enorme.
Depois a senhora da frente teve que sair ….
Despediram-se como amigas e entre os «mimos» a que já nos tinha habituado finalizou com:

- Muita Felicidade e que Deus esteja connosco!!! Aleluia!!! Aleluia!!! (acompanhando este cumprimento com um gesto de levantar as mãos para o céu)

Ouviu-se um som «surdo» de ahhhhhhhh!!!! Vi os sorrisos nas caras das pessoas (da revelação) e alguém segredou «- É da IURD!!».

O alívio era geral!!! Afinal havia uma explicação para a «insanidade» de tanta felicidade num metro apinhado de gente silenciosa, carrancuda, cansada, monótona, triste. Aquela senhora era um «arco-íris» no meio de tanto cinzento.

Confesso que eu própria pensei o mesmo… Mas pensei mais, pensei que talvez valesse a pena me converter à IURD.

@ uma boa semana para todos a vossa (salvo seja) Princesa

Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 16:50

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Sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2006

Uma «festinha» irritante!!!!

maos13.jpg


Ando irritada. Verdadeiramente irritada.
Para ser sincera ando a acumular irritação o que não é muito bom.
Isto já se passa há algum tempo. Tenho tentado ignorar. Mas começa a ser difícil!!!
Tem tudo a ver com um autocarro que apanho. Uma daquelas carreiras que vão para a «província», bem pertinho de Lisboa.
Regra geral tudo «boa gente». Vejo as pessoas a entrarem e os cumprimentos não são « Boa tarde!!!». Não!! É mais « Então Manel tás bom!!! Como é que vai a Maria???!!! Quê o teu miúdo já foi para a tropa!!!!». Ou então oiço um dos Srs. Motoristas a telefonar para a esposa, enquanto agilmente se lança na auto-estrada (tipo 007), a guiar o autocarro com uma só mão enquanto grita ao telefone «- OUVE LÀAAA QUERO OS JANQUIZINHOS PRONTOS QUANDO CHEGAR A CASA!!!».
Se tivermos muito perto corremos o risco de ficar com algumas perturbações auditivas.
Como já disse tudo boa gente lá da TERRA.
A não ser que vá muito cansada e ai coloco uns «fones» nos ouvidos, em regra divirto-me a ouvir as conversas.
Há dias que me divirto mais que outros. Há dias que ter que ouvir o «terço» no rádio porque o senhor dos JANQUIZINHOS, gosta de ouvir o terço no rádio, coloca-me fora de mim. Mas não resmungo alto!!! Caramba correria o risco de ser literalmente «comida viva» pelas pessoas da terra e «excomungada». Ou então ter que ouvir o relato de um jogo de futebol aos altos berros (sim porque o SR. dos JANQUIZINHOS) é um pouco «duro» de ouvido, deixa-me á beira de um ataque de nervos. Mas não resmungo!!! Tudo boa gente lá da terra.
Mas não é o Sr. dos JANQUIZINHOS que me anda a irritar. Não é mesmo!!!
É o outro senhor…
Um senhor com um ar doce de olhos claros. Um senhor muito bem educado que sempre que me vê faz um sorriso rasgado e diz «- Boa tarde minha senhora como vai?».
Eu faço um sorriso e respondo «- Vou bem obrigado e o senhor?».
Ai ele pergunta e «-Para onde vai a senhora???!!!» , respondo «-Um bilhete para o meu Palácio sffv».
Retiro o dinheiro da carteira e o problema começa quando não tenho trocado. Se tenho trocado coloco em cima da máquina dos bilhetes e o assunto por si só está resolvido,
Com muito cuidado agarro nas moedas ou notas com as pontas dos dedos e coloco na mão que ele abre em concha.
Depois ele tira-me o bilhete, faz o troco eu fecho a minha mão em concha para receber as moedas e o Sr. Motorista, que é lá da TERRA e boa GENTE, deixa-me cair as moedas na mão, enquanto aproveita para me fazer uma festa na mão com 2 ou 3 dos seus dedos.
Da primeira vez pensei OK estás a imaginar.
Mas depois aconteceu 1, 2, 3 vezes, noto que ele procura o meu olhar e eu desvio o meu.
Da última vez que aquilo aconteceu, lembro-me de antes ter pensado que se aquilo voltasse a acontecer lhe segredaria que lhe dava um «murro».
Não me apetecia segredar. Apetecia-me espancá-lo verbalmente. Mas o que é facto é que ninguém se apercebe daquela troca de «mimos». E o Sr. MOTORISTA é filho lá da TERRA e boa gente por sinal.
Considero isto uma «taradisse». Parece que não é nada. Que de facto ele não me tira nada. É apenas uma festa na minha mão.
Mas que raio a mão é minha!!! Minha!!!
Há outra coisa preocupante nestas pessoas. Até onde é que eles vão???!!!
São motoristas que transportam crianças para passeios, para escolas… que raio de taradisse pode ele tentar com uma criança ou com uma «teenager»???!!!
Por mais estranho que possa parecer depois de colocar estas palavras no papel percebi de facto que para além do «toque» que me perturba por ser intencional, há mais do que isso.
Está decido (apesar de haver opiniões contrárias). Da próxima vez vou dizer ao senhor MOTORISTA para enfiar os dedos no… . Ou talvez o ensine a dar o «troco» como uma pessoa normal!!!!
Sei que corro o risco de no dia seguinte quando for colocar o pé no degrau do «autocarro» ele arranque…mas que se lixe, pelo menos vejo-me livre desta irritação e ele não corre o risco de ver uma PRINCESA em fúria e com vontade de o esganar!!!

@ Desejo um bom fim-de-semana a todos a vossa (salvo seja) Princesa
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 18:04

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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2006

As gaivotas e a Princesa....

gaivotas.jpg

@ foto de J.Monteiro

As gaivotas são assustadoras. Acho-as assustadoras e tem um bico nojento!!!
Tem uma pinta vermelha no bico que me faz lembrar sangue.
(Sim sou uma Princesa de cidade e por isso tenho algum receio de animais.)
São grandes, enormes, apenas invejo-lhes a forma como planam com as suas grandes asas.
Ontem quando estava a curtir o meu «dia dos namorados» numa esplanada virada para o rio, deitada numa «chaise-long» com os pezinhos apoiados num banquinho, olhava para as dezenas de gaivotas que rodopiavam em meu «redor» e pensava « Gaivota em terra sinal de tempestade!!», mas com um dia magnifico como o de ontem que raio fazia tanta «gaivotagem» por ali????!!!!
Eu acho que elas também não gostam muito de mim. Lembro-me de estar uma vez na praia (eu e centenas de outras pessoas) e uma gaivota resolver deixar cair o seu «cócózinho» na minha perna. Porra!!! Com tanta gente na praia como raio é que ela acertou na minha perna???!!!
Fazem-me lembrar o filme de Hitchcok «Os pássaros». Esse filme sempre me aterrorizou.
Há uns anos atrás fui passar férias para a Galiza.
Lembro-me que era um domingo e estávamos a passear numa daquelas vilas pitorescas perto do mar. Estávamos a fazer tempo para jantar.
Foi quando alguém se lembrou de irmos até uma das muitas «plazzas» que existiam por ali, e sentarmo-nos enquanto observávamos aquele «buliço» todo dos Espanhóis a gozarem um fim de «tarde de domingo».
A «plazza» estava cheia de pombos e as crianças corriam atrás deles. Havia imensas gaivotas, debruçadas e penduradas nos beirais dos telhados das casas que cercavam a «plazza».
Vimos um menino a correr atrás de um pombo, mas algo não estava bem, o pombo não fugia. Ou pelo menos não com a agilidade com que estamos habituados a vê-los desviarem-se. Comecei a ficar apreensiva, é que mais uma tentativa e o menino iria virar o pobre pombo ao contrário. Foi quando o pai da criança evitou o pior. Respirei de alívio.
Mal sabia eu o que me esperava.
Uma daquelas horríveis gaivotas fez um ataque ao pombo. Quando vi aquilo lembro-me que comecei a gesticular para afastar a gaivota com um «XԅXÔ» e o pobre do pombo (que estava doente) conseguiu fugir a tempo e esconder-se debaixo de um dos muitos bancos que rodeavam a «plazza».
Depois explicaram-me que era a lei do mais forte que imperava, quem estava «doente» perdia. Que as gaivotas gostavam de carne. Fiquei mal disposta. E com uma raiva latente, àquela gaivota que estava pendurada num dos beirais em frente ao meu banco.
Fixei-me nela. Sabia que ela estava á «coca» do meu pombo e eu estava ali para o defender.
Não conseguia tirar os olhos da «odiosa gaivota». Foi quando o meu «pombo» resolveu espreitar.
Não me lembro muito bem do que se passou. Sei que gritei de pânico e terror (acho que gritei alto mesmo!!!) a gaivota fez um voo picado e vinha na minha direcção!!!!
Pensei, o «monstro» vai-me atacar. Assim levantei-me e gritei de «terror» enquanto com as mãos tentava assustar e afastar o «monstro».
Senti-me uma personagem do filme «Os pássaros», o meu maior pesadelo tinha-se tornado realidade.
Bom, o monstro desviou-se e o pombo (que por acaso nem tinha reparado que estava a espreitar), voltou-se a esconder.
Quando voltei a mim. Tinha a «Plazza» inteira a olhar para mim. E alguém me sussurava ao ouvido « Não, deves estar boa da cabeça!!! Vamos jantar mais cedo».
Eu tentei explicar. Mas não fui bem sucedida e um «- a gaivota estava a tentar apanhar o pombo, não a ti!!!», foi o suficiente para me convencer a mudar de assunto.
Der qualquer das formas, ainda tenho duvidas!!! Aquela gaivota tinha um olhar de «serial killer» asseguro-vos!!!!
Bom pelo menos a mim pareceu-me.
Decididamente, NÃO GOSTO DE GAIVOTAS!!!!


@ um desabafo da vossa (salvo seja) Princesa Virtual

Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 11:55

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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006

Goodbye my lover...

adeus1.jpg

Ele não perguntou. Ela não questionou.
Tomou-a nos braços e beijou-a, como nunca a tinha beijado antes.
Beijou-a por beijar…amou-a naquele beijo. Assim como quem não quer a coisa.
Ou como quem quer a coisa mais do que alguma vez quis.
Ela deixou-se beijar. Como se aquela fosse a primeira vez. Assim como quem quer a coisa. Como quem quer ser amada.
Afinal queriam os dois a mesma coisa…então qual a razão do adeus???

…goodbye my lover…goodbye my friend…. You have been the one for me…

@ alguém sabe a resposta??? :) um enigma da vida. A vossa (salvo seja) Princesa. Mais uma vez «enjoy yourself » neste dia lindíssimo dos namorados
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 10:25

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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2006

O dia dos namorados....

aneldiamant.jpg

Este foi o dia em que ela se re-apaixonou. Assim de um momento para o outro.
Bom na verdade não foi de um momento para o outro. Tudo começou nessa manhã. Tinha pegado no casaco dele para o levar à lavandaria e como sabia que ele era distraído enquanto se perdia em pensamentos, foi-lhe revirando os bolsos.
Quando retirou a mão, trazia um papel. Desdobrou o papel, não por curiosidade, apenas para saber se o mandava para o lixo ou se o deixava em cima da papelada toda que se ia acumulando em cima da secretária do escritório dele.
Era um talão do cartão de crédito, o valor era significativo, o que só por si lhe chamou a atenção. Outra coisa que lhe fez «plim» foi o nome do local onde foi efectuada a compra. Uma joalharia???? Uma joalharia!!!!!
Largou o casaco, resolveu fazer uma chávena de chá (sempre a ajudou a pensar em todas as situações em que os pensamentos não eram muito claros).
Sentou-se na mesa com a chávena do chá à sua frente e o papel. Ora muito bem um papelinho só por si não deveria querer dizer muita coisa, mas aquele papelito…
Só havia duas hipóteses o marido tinha-se lembrado da fabulosa, fantástica e inteligente mulher que tinha em casa e resolvera, uma vez que o dia dos namorados se aproximava, compensá-la com um maravilhoso e fabulástico anel de ouro branco com uns brilhantes fabulosos e com um «design» lindisso (sim que os euros que o papelinho tinha inscrito, fazia adivinhar qualquer coisa dessa magnitude). Ou então o marido era o maior «cabrão» á face da terra e nesta altura alguma filha da mãe 10 anos mais nova que ela, andava a mostrar às amigas o seu anel!!!!
Rangeu os dentes de raiva, só de pensar na segunda hipótese. À sua frente viu o filme a desenrolar-se, ela a chorar que nem uma «Maria Madalena», ele a arrumar as malas e a sair com um «XAU» seco e frio. Lá fora chovia torrencialmente e à chuva esperava-o a «OUTRA» aquela que era 10 anos mais nova que ela, que não tinha uma «nesga» de celulite no rabo, que tinha umas mamas de silicone enormes, um cabelo loiro falso… e ele …ele beijava-a apaixonadamente….enquanto ela… ela gritava por entre as lágrimas o seu nome, vezes e vezes sem conta… Raios!!! Que filme já estava a fazer!!! E depois nem era o filme dela!!! Tinha de deixar de ver aqueles filmes antigos do canal TCM.
Se choraria? Sim, isso era inquestionável. Mas o filme seria mais tipo «Feios, porcos e maus».
Bom mas isso era a pior das hipóteses. Estava excluída. Tinha a certeza que o anel seria dela…Só dela!!!!
Hoje era o dia dos namorados, ele lembrou-se (excepcionalmente) este ano. Não que ela não acreditasse que nos anos anteriores ele não se lembrasse. Como se isso fosse possível, até o homem das castanhas na rua gritava «olhaaaa a castanha quentinha para aquecer os namorados no dia que é só deles». A questão é que ele achava que era um dia sem graça, mais um apelo ao consumismo desenfreado e blá blá… Ela até tendia a concordar com ele se bem, que nunca, mas nunca o confessaria. Ora bolas! É que ele nas datas era péssimo, chegou inclusivamente quando namoravam a dar-lhe os parabéns um mês antes da data???!!!! Mas alguém se esquece e troca a data de aniversário da namorada???? !!!!
Muito bem iria preparar um jantar especial. Ia tomar um banho de imersão e utilizaria aquelas bolas enormes de cheiros calmantes e afrodisíacas que tinha comprado na LOFT, vestiria um vestido q.b. decotado e insinuante e esperaria pelo seu «ANEL».

Já lhe tinha telefonado várias vezes… Estava a ficar aborrecida e meia volta atravessava-se-lhe á frente as MAMAS de silicone da «loira falsa» e o RABO sem uma «nesguita» de celulite. Sacudia a cabeça para afastar aquela imagem idiota.
O jantar estava a ficar frio…Mas que coisa, se ele tinha a intenção de a mimar nesse dia porque demorava tanto???!!!!
Por fim tinha chegado. Abriu-lhe a porta e lá estava ele com um sorriso enorme. Deu-lhe um beijo estendeu-lhe um embrulho enquanto dizia «-Hoje é dia dos namorados. Sabias???». Lembrou-se vagamente de pensar que era um embrulho muito grande para ser um anel. Foi o «obrigado» e o «sorriso» mais difícil da vida dela, ouviu-se a dizer «- Obrigado, querido uma BATEDEIRA (!!!!) nova era mesmo aquilo que eu precisava».
Foi um jantar infernal!!! Pensou, não sei quantas vezes que lhe deveria ter dado uma latinha de comida para cão em vez do «manjar» que lhe tinha preparado.
Quase o esganou, quando ele começou a papaguear que tinha comprado a batedeira com base no preço/qualidade informação que tinha obtido na revista da DECO. Porra!!! Ao menos que lhe tivesse comprado a batedeira mais cara do mercado!!!!
Mas quando pensava na «mamalhuda do silicone» e no seu anel de brilhantes, fazia um esforço enorme para não desatar a chorar.
Quando o «tormento» acabou ele levantou-se, disse que ia ver uns mails e ela aproveitou para arrumar a cozinha e para se escapulir para o quarto.
Lembrou-se das bolinhas de «LOFT» uma delas dizia que era calmante. Outro banho calhava bem e ajudaria a pensar.
Depois do banho sentou-se na cama a ouvir um pouco de música e a «repetir para si» o discurso que lhe faria quando ele entrasse no quarto.
Assim que ele entrou começou o seu discurso, sem sequer se dar ao trabalho de respirar entre cada frase. Que estava farta, ele que ficasse com a «loira falsa e mamalhuda», que ela nem queria saber. Que também nem queria assim tanto a jóia que ele tinha comprado. Que ela não era mulher objecto e que sim apreciava que ele fosse um pouco mais romântico. Que detestara a batedeira. Que ele era um insensível e não compreendia as mulheres…blá blá blá. Finalizando com …« apesar de tudo deveriam acabar o casamento de uma forma amigável» (esta foi a parte mais difícil de todo o discurso, ser civilizada quando uma onda de irracionalidade a assolava).
Foi quando a coisa mais surpreendente aconteceu. Ele começou a rir. Primeiro mansamente, depois torcendo-se de tanto gargalhar.
Ela estava incrédula. Foi quando reparou que ele tinha na mão algo, que lhe estendia enquanto as lágrimas lhe corriam pela cara de tanto rir.
Era um pequenino embrulho, num papel dourado com uma fita lindíssima também ela dourada. Ela aceitou. Abriu. E lá dentro estava um anel de ouro branco, com uns brilhantes fantásticos e um design fabuloso.
Ele continuava a rir e no meio das gargalhadas ela ouvia-o repetir «loira falsa mamalhuda»……..

@ Feliz dia dos Namorados (que se avizinha!!!)
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 22:05

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Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2006

Calçadas (ou crateras) Portuguesas!!!!

calcada_portuguesa.jpg

…..«Lisboetas, turistas e pendulares calcam apressadamente ondas do Mar Largo, caravelas, caranguejos, golfinhos, sereias, estrelas-do-mar, rosetas, lagartos fantásticos, florões e tapetes dos mais variados formatos; obras dos nossos calceteiros-artistas quais poetas que inundaram com os seus mares de pedra as praças e artérias principais da nossa cidade com a sua dura poesia.»… (de Cremilde De La Rosa Raposo Colaço Barreiros)

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Conhecem a série «Sexo e a Cidade»??? Pois, apesar de não ver séries com regularidade esta é uma das muitas que passa pela nossa TV (radical, sic mulher…???) e que vou deitando uma olhadela.
A forma brilhante (brilhante = a equilibrado = sem desequilibro) com que as meninas da série usavam aqueles sapatos altíssimos e com uns saltos finíssimos, sempre foi um mistério para mim. Em Portugal por experiência própria (e por observação) não há ninguém por mais «In», «Riquérrima», «Xiquérrima» e tudo o mais que possa acabar em «érrima», que não torça um pé ou não sofra um desequilíbrio, quando coloca os pés na nossa famosa Calçada Portuguesa.
Outra coisa deveras interessante nessa série é a forma tão descontraída como elas tagarelam na rua sem sequer darem uma «olhadela» para o chão. Em Portugal diria que tagarelamos descontraidamente com os olhos «pregados» no chão, enquanto lançamos um olhar esporádico para o nosso interlocutor(a) ou para algo que valha uma torcidela de pés (ex: uma montra, um coca-cola men, enfim coisinhas dessas). Mas adiante…
Em Maio passado descobri «in-loco» a razão para o porte sempre tão majestoso e «brilhante» das Novas Iorquinas.
Não têm Calçada Portuguesa!!! Cimento e Alcatrão é tudo o que tem!!! E nada de buraquinhos, buracões ou crateras…
É claro que a «Calçada Portuguesa» é muito mais bonita. Mas para que raio me serve a Calçada Portuguesa se corro o risco de torcer ou partir um pé???!!!! Ou pior…muito pior!!! Dar cabo dos meus sapatinhos!!! Ficar sem solas!! Sem Capas!!! Sem saltos!!! Estava à pouco a pensar nas vantagens de ter uma «Calçada Portuguesa» em vez de betão, betão, betão… Vantagens???!!! Vantagens em enfrentar uma escalada ao Everest ( é assim que se me afigura em termos de dificuldade uma inclinação por mínima que seja quando me encontro de saltos altos)???!!! Andar em «pontas» como as bailarinas de 2 em 2 metros na esperança de que mais á frente, a coisa melhore e não corra o risco de cair numa das muitas crateras de calcário da nossa «lindíssima» Calçada Portuguesa???!!! E será que a nossa «lindíssima» Calçada Portuguesa, justifica a vergonha de ficarmos pregadas ao chão (quando já estou tão cansada de andar em «pontas» que arrisco assentar o pezinho todo)??? Ou pior de avançarmos e o nosso sapatinho ficar para trás e termos que o ir buscar enquanto esbanjamos sorrisos envergonhados em nosso redor aos transeuntes???!!! Ou então aquela situação que será verdadeiramente inqualificável, uma queda (mesmo que seja majestosa) e a vergonha de ficarmos sujeitas à ajuda e gargalhadas dos estranhos que assistiram na primeira fila???!!!

NÃO!!!

STOP. STOP. Agradece-se a vossa atenção!!!!!

Pais, maridos, namorados e amantes (e restantes categorias masculinas não abrangidas atrás) atentos???!!!

A culpa é da CALÇADA PORTUGUESA!!!!!

Do quê??? Simples. Dos gastos que consideram excessivos, desnecessários e incompreensíveis (e que nós as «vitimas» vezes sem contas vos tentamos explicar com lógicas simples de 1+1=2 ou será 22???!!!) em sapatos, botas, botins e afins (sim é verdade que as nossas sapateiras continuam cheias, mas é porque temos pena de nos desfazermos das nossas «relíquias». PS leia-se relíquia = sapato, bota, botins e afins em estado deplorável)!!!!

Isso mesmo a culpa é da CALÇADA PORTUGUESA!!!

Garanto-vos que se não fosse a Calçada Portuguesa as contas seriam muito simples ou seja 1+1 seria de facto igual a 2. Passo a expôr para total compreensão:

- 1 Par de sapatos pretos (substituiria os 6 pares de sapatos «relíquia»);

-1 Par de sapatos castanhos (substituiria os 4 par de sapatos «relíquia»)

-1 Par de sapatos azuis (substituiria os 3 par de sapatos «relíquia»)

- 1 Par de botas pretas (substituiria as seguintes botas relíquias: as botas castanhas de cunhas, as botas castanhas com salto à cavaleiro, as botas castanhas de camurça, as botas cremes de franja, as botas pretas de cano alto, as botas azuis para o verão, as botas pretas de salto baixo, as botas castanhas de salto agulha, as outras botas pretas que parecem iguais ás outras mas não são, …)

….

Onde pretende a Princesa chegar??? Simples!!!

Face à explicação «elucidativa» e q.b. «eloquente» dada atrás, agradeço que os caríssimos SENHORES façam o favor de deixar de reclamar com aquilo que denominam dos «vossos gastos supérfluos» ou então contactem o TINO de RANS e apreendam CALCETAGEM (uma arte que ouvi dizer está em extinção)!!!!

No que me diz respeito fica aqui a promessa que se os nossos homens se transformarem em calceteiros a Princesa reduz nas «relíquias»!!!!

Sem mais

@ a vossa (salvo seja) Princesa Virtual
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 22:50

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Domingo, 5 de Fevereiro de 2006

Aceite o Desafio...

pluma2.jpg


Fui desafiada pelo Fernando do blog http://www.hojeli.blogspot.com// e decidi aceitar o desafio (a gripe com que estou não me deixa postar mais nada hoje):

Quatro empregos que já tive na vida ( sou uma «enraizada» tive apenas um emprego e continuo a gostar do que faço):

1. Sou aquilo que a maioria das nossas empresas tem que ter mas que dispensava de bom grado.

2. ...

3. ...

4. ...


Quatro filmes que posso ver vezes sem conta (tal como os livros nunca vejo ou leio filmes ou livros mais do que uma vez, a não ser que seja obrigada. Salvo esta única excepção…):

1. E tudo o vento levou…

2. ...

3. ...

4. ...


Quatro sítios onde vivi:

1. Lisboa (arredores)

2. ...

3. ...

4. ...


Quatro séries televisivas que não perco (caraças esta também não é fácil, não vejo muitas séries televisivas…vou colocar algumas que não perdia, mas que fazem parte do meu passado longíquo :

1. Heidi

2. Marco Polo

3. Abelha Maia

4. Verão Azul (adoravaaa esta!!!)


Quatro sítios onde estive de férias (iupiiiii esta é facil vou preencher 7 passitos, para compensar os outros :D):

1. Republica Dominicana

2. México

3.Tailândia

4. S.Tomé e Príncipe

5. Nova York

7. Macau, China e Hongkong….


Quatro dos meus pratos preferidos:

1. Cozido á Portuguesa…

2. Bacalhau de qualquer forma e feitio…

3. Feijoadas (se excluir dobradas, pezinhos e coisas estranhas…)

4. Grelhados e mariscos….


Quatro Websites que visito diariamente:

1. Página do Sapo (vários assuntos e páginas)

2. o meu blog…

3. Diversos sem ser diáriamente…

4. ….


Quatro sítios onde gostaria de estar agora:

1. Na praia da banana na ilha do Príncipe

2. Massagens (apetecia-me prontos!!!!)

3. Nas compras (com o dinheiro todo que me deveria ter saído no Euromilhões)

4. Numa casa virada para o mar com um bom livro, uma chávena de chá de canela e maça, uma música suave a tocar e uma lareira acesa.


Quatro bloggers que desafio a fazer este questionário:

1. Coisas Parvas (http://coisasparNvas.blogs.sapo.pt/)

2. Pensamentos da Alma (http://bloguiando.blogs.sapo.pt/)

3. Não há 3sem2 (http://naoha3semduas.blogs.sapo.pt/)

4. Bezaranha (http://bezaranha.blogs.sapo.pt/)


@ Quem quiser que apanhe a bola. A vossa (salvo seja) Pluma(PrincesaVirtual) :)
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 19:55

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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2006

A procura do SANTO ORGASMO feminino....

artificio.jpg

Já li tanto, mas tanto sobre o tema. Que acabei por não resisitir a divagar sobre o mesmo.
PROCUREMOS o dito cujo.
Óbvio que a nossa procura se cinge apenas aos orgasmos femininos. Se no caso dos homens ter um orgasmo é como comer «tremoços», no caso das mulheres não me parece que seja bem assim. Tem dias!!!!Tem Mulheres!!! Tem Homens!!!...
Vamos caríssimos senhores, tentem debaixo da cama, atrás da porta, no frigorífico. E isto, se nos sítios mais «vulgarizados» a procura for infrutífera.
Podem sempre procurar debaixo daquela pedra, perguntar ao vizinho, ao amigo, pai , mãe, tia, avó (mas cuidado que a idade da avó, já não aguenta palavrões como ORGASMO)…
Podem-se sentar á espera que ele caia do céu, ou que passe ali mesmo á vossa frente.
Ou…… podem simplesmente perguntar á vossa amiga, amante, companheira que vos diga por onde ele anda.
É claro que podem também, caso sejam pouco exigentes ficarem-se por uns Aisss e Uisss pouco convincentes.
O ORGASMO é um acto físico «electrizante» (poderia quase utilizar aqui o termo animal e irracional, caso eu não fosse uma Princesa), algo que nos arremessa para longe por uns breves momentos.
Ahhhh, afinal já o tinham encontrado!!!!
Pois tenho algo a revelar-vos…. Desenganem-se!!!! Ainda não encontraram o SANTO ORGASMO!!! O SANTO ORGASMO não é só um acto solitário e exclusivamente físico!!!! Não!!! Não é ele!!!
Organizem-se as CRUZADAS. Munam-se de armas e armaduras.
Isso, isso,… tentem debaixo do TAPETE. Já sei!!! Chamem a Polícia, a Guarda Republicana…talvez os Bombeiros???!!!
Não se esqueçam da vossa amiga, amante e companheira!!!!
Posso sempre vos segredar como ele é. O problema é que ele tem tantas formas que correriam o risco de se enganarem novamente…
E vocês que estavam convencidos que o tinham encontrado…raios que isto parece mais difícil que encontrar o tal ponto G (já agora fica onde mesmo??? alguém já tem um mapa???).
Já perguntaram á vossa amiga/amante/ companheira????
Bom, eu vou revelar tudo, tudo, tudinho…

O SANTO ORGASMO está.... ups sorry tenho que ir ali, volto mais tarde, continuem nas buscas.

(to be continued or not)
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 12:04

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