Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Novo anoooooo.....

anonovo.jpg

-Ahhhhh este ano vou entrar com os dois pés… Vou mesmo. Nada de uma só perna, mesmo que seja a direita. Com os dois pés!!!!
E para mais tinha « passarinho novo» na gaiola. E ao mesmo tempo que pensava nele (o passarinho) os olhos brilhavam, o coração voavaaaaa longeeeeee…..
Lembrava-se perfeitamente desse ano, mais concretamente dessa passagem de ano.
Sempre fora uma romântica e tinha encontrado (o que ela julgava nos seus brilhantes e fabulosos 20 anos) o homem perfeito. Um verdadeiro Príncipe.
Era de boas famílias. Bem formado. Universitário. Um bom carro.
Tinham começado a namorar no início de Dezembro. E ele tinha-a convidado para uma passagem de ano em Sesimbra.
Seria uma festa com um grupo de amigos (dele).
Lembrava-se como se sentira nervosa perante a expectativa de ser formalmente apresentada como namorada.
Que bem que lhe soava aquela palavra N-A-M-O-R-A-D-A….
Imaginava o local da passagem de ano. Um restaurante finíssimo, umas pessoas elegantíssimas, uma música romântica….um beijo apaixonado ao soar das 12 badaladas …e muito champanhe. Muita dança. Imaginava-se a dançar, ele a rodear-lhe a cintura, o doce roçar dos corpos, a intimidade e cumplicidade.
Suspirou durante o dia 31 tantas vezes e tão profundamente, que chegou a assustar os pais, que acharam que ela deveria estar a chocar alguma coisa.
Não se cansava de olhar para o vestido preto de veludo e os sapatos, enquanto esticava as meias pretas de seda nas pernas. Simples, mas lindo. Os sapatos elegantes, salto alto (demasiado alto) mas valeria a pena o esforço de se manter equilibrada em cima deles.
Quando se viu ao espelho depois de vestida, achou que estava perfeita. Puxou o vestido um pouco mais para baixo para que o «v» do decote ficasse mais profundo, nada de exagerado, q.b de exposição fazendo adivinhar o resto. Sorriu.
Quando ele a foi buscar, teve o primeiro indício que algo não se iria passar como ela tinha previsto.
Ele disse-lhe que ela estava muito bonita e perguntou-lhe se não achava que aqueles saltos seriam incómodos. Ela disse não, claro que não.
Depois reparou que ele estava de calças de ganga…q.b. informal. Bom, mas haveria uma explicação, deveria ter roupa para se mudar em Sesimbra e para mais o seu fabuloso decote em «v» estava a funcionar, bem via os olhares que ele lhe deitava.
Chegaram cedo a Sesimbra e ele disse-lhe que os amigos já os esperavam no restaurante.
Começaram a passear na marginal junto à Praia. Ela achou que aquele passeio antes de irem para o restaurante era romântico, enquanto outro pensamento teimava em aparecer «-onde será que ele se vai mudar???».
Foi quando ele lhe mostrou o restaurante, que os seus sonhos desabaram como «castelos de areia» (um cliché mas muito apropriado).
A partir dai o desenrolar dos acontecimentos foram vertiginosos.
O restaurante era um daqueles antigos virados para o mar (nada do finíssimo e glamorousissimo que tinha imaginado). O seu vestido estava desenquadrado, (tudo de ganga e roupa velha), sendo alvo de comentários jocosos e constrangedores. Ás 12 badaladas em vez de um beijo apaixonado e champanhe assistiu a uma estranha operação de partir a loiça toda que se encontrava à sua frente na mesa (uma estranha tradição de deitar fora o velho com a partida do velho ano), enquanto os donos do restaurante tentavam impedir e explicavam que aqueles pratos eram novos. Enquanto isso um dos amigos do seu «príncipe» já bastante bebido, sussurrava para o seu decote em «v» que ela era bonita. O baile foi no pavilhão dos bombeiros de Sesimbra, acompanhado da sirene da ambulância que aparecia quase de 5 em 5 minutos, para levar pessoas indispostas (em coma alcoólico) .
As capas dos seus sapatos desapareceram num dos inúmeros buracos da calçada. As suas meias de seda pretas, tinham estranhos desenhos que faziam lembrar afluentes de rios que desaguavam em grandes buracos nos joelhos e tornozelos.
A bela Cinderela sentia-se saída de um «teatro de guerra».
E o fim avizinhou-se quando o seu «príncipe» saiu do meio da multidão com uma loira vistosíssima (falsa está claro) com um decote em «v» que nada deixava para adivinhar e a apresentou como uma nova amiga!!!!!
Sentiu os dentes a ranger…sentiu o verniz a saltar… e dignamente forçando um sorriso esticou o braço, mandou parar um táxi e regressou a casa, confirmando que não deixara nenhum sapatinho de cristal para trás.
Bom de «Cinderela» passou a «Maria Madalena»…
Agora passado mais de uma década, sorria ao pensar nisso.
Ele também estava a sorrir, enquanto a enlaçava pela cintura e se deixavam levar pela música. O doce roçar dos seus corpos, a intimidade e cumplicidade apoderava-se deles… ao soar das 12 badaladas ela adivinhava o beijo apaixonado e o champanhe.
Aliás era uma certeza, os indícios eram-lhe favoráveis desta vez…..

@ Desejo-vos um ano de 2006 repleto de coisas boas um beijo da Princesa


Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 19:44

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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2005

Um dia de férias de Natal em 22 Actos

natal2.jpg

(-Mãeeee quando é que ficamos de férias??? … Pedia a Maria de 7 anos com uns olhos castanho dourados brilhantes e irresistíveis.
- Sim Mãe não temos férias??? …inquiria o João de 4 anos enquanto franzia o narizito e os olhos enormes brilhavam de expectativa.
Face a isso que poderia uma mãe dizer??? Não! Não posso, tenho muito trabalho…vocês entendem não é??!!!
Claro que não entendiam!!! Era férias de Natal… e férias seriam fora do colégio com ela.
Muito bem planeou as coisas de forma a tirar uns diazinhos antes do Natal. E informou as crianças que pularam de alegria e expectativa, pelas férias e promessas de fazerem juntos algo interessante.
Vamos ao Oceanário prometeu ela e acrescentou (bastante contrariada) comemos no McDonalds. Iupiiii iupiiii foi a resposta das crianças.)

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1º ACTO - 7 horas da manhã João de 4 anos estava ao seu lado a perguntar se já estava na hora de irem para o Oceanário!!!

2º ACTO - Acalmando-o por algum tempo (pouco). Levantar e começar os preparos para um dia de Férias de Natal em família;

3º ACTO - Atar um atacador, vestir uma blusa (que não queria passar na cabeça do João) pentear os longos cabelos da Maria, que aos ais (!!) percorria todas as divisões da casa, sendo o acto de pentear uma verdadeira maratona diária;

4º ACTO - Entrada para o comboio a pedido dos petizes;

5º ACTO - Chegada ao Oriente, entrada no Vasco da Gama com o João a cantar os D’Zert e um número considerável de pessoas a olharem-no embevecidos enquanto ela abanava a cabeça e sorria;

6º ACTO - Chicken Little (maldito PINTO), decisão familiar de ir ver o filme (a opinião dela não contou para nada);

7º ACTO - Descida ao andar debaixo (várias vezes) antes de conseguir chegar à bilheteira, pelo facto do João achar que o «homem aranha» conseguia voar e/ou agarrar-se ás paredes (colocar um lembrete no telemóvel para não o deixar ver mais filmes do homem aranha);

8º ACTO – Entrada rápida numa loja para comprar maquilhagem. Saída rápida com os petizes com as caras maquilhadas (as amostras eram irresistíveis);

9º ACTO - Chegada á bilheteira 30 minutos na fila e 15 minutos para arrancar os miúdos do maldito cartaz do Pinto (com cuidado sem levar o cartaz atrás);

10º ACTO - Almoço no McDonalds (correu bem);

11º ACTO - Ida ao WC antes do cinema (correu mal);

12º ACTO - Ajudar a teenager que estava sentada na sanita mal disposta (por não ter comido nada), telefonar ao pai dela (tentando descobrir o telemóvel na mala da teenager e o contacto do pai) enquanto vigiava os xixizinhos dos petizes;

13º ACTO - A vez dela fazer o xixizinho. O João resolveu puxar os autoclismos de todos os WC enquanto passeava os cordões do blusão pelas sanitas. Também chapinhou qb na água que estava derramada no chão da casa-de-banho ( a porcaria de um cano tinha rompido). O xixizinho dela foi rápido mas o João foi mais ainda;

14º ACTO - Despir o blusão do João lavar os cordões secar as calças molhadas com o secador das mãos e sair a correr. O tempo esgotava-se e ainda tinham que comprar as pipocas;

15º ACTO - Encontro com as primas (que já não via há muito tempo a 50 metros das bilheteiras) blá blá blá…enquanto isso, os petizes brincavam ao karaté e disparavam pontapés pelos transeuntes (e o tempo a passarrrrr);

16º ACTO - Finalmente chegada ao cinema (correu bem) com pipocas e tudo;

17º ACTO - Saída do cinema e decisão de irem ao Oceanário (já estava prometido);

18º ACTO - Encontro com aqueles «canudos pretos enormes» que se encontram em frente ao restaurante «Sabor a Brasil» (quase que corria bem), não fosse o caso da Maria ter colocado o João dentro de um desses «funis» gigante e ele ter andado até meio, sentando-se e armando uma birra, que não queria sair!!! Com algumas promessas «falsas», conseguiu evitar a vergonha de ter que entrar no «funil»;

19º ACTO - Oceanário (correu bem), apesar dos petizes terem discutido em voz alta o sexo dos tubarões gritando : «olhhhhhhaaaa aquele tem PILINHA!!!!», ou entãoooo «OLHAAAA OLHAAA uma TUBAROA vi-lhe o PIPI»;

20º ACTO - Saída do Oceanário e Lanche (parecia que estava a correr bem), telefonema profissional, enquanto isso a Maria gritava a plenos pulmões :« MÃEEEEE O JOÃO TÁ A ARROTAR E NÃO DIZ PERDÃOOOO!!!». Apesar de estar ao telefone entendeu a razão dos sorrisos e mais tarde gargalhadas de quem estava na esplanada;

21º ACTO - Decisão de irem de Táxi para Casa. Tentativa de colocar o João (Ela, o taxista e a Maria) dentro do táxi, enquanto ele gritava a plenos pulmões : « Quero ir de comboiooooo!!!».Após alguns esforços ( Ela e a Maria a empurra-lo para dentro do taxi e o Sr. Taxista a puxa-lo) foram bem sucedidos;

22º ACTO - Chegada a casa THE END…
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( -Mãeeeeeee onde é que vamos amanhãaaaaaa????!!!!)


@Deixo-vos com mais um conto de Natal (ou peça em 22 actos) este bem mais actual e novamente os desejos de um Feliz Natal :)
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 23:53

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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

Natal Mágico...

arvorenatal.jpg

O sorriso dela era simplesmente imperturbável, esplendoroso, fabuloso… Sentia-se feliz com o seu sorriso. Fantástico sentir-se feliz com os sorrisos das outras pessoas se bem que a outra pessoa em questão era a sua filha.
O brilho da gambiarra na árvore de natal a reflectir-se nos cabelos castanhos da filha, as faces coradas do calor que a lareira acesa emanava, os olhos brilhantes de satisfação.
O cheiro a fritos e canela. Um «espelho» de sorrisos aquela noite de Natal.
Uma noite de Natal de sonho.
Fixou a estrela no topo da árvore de natal, uma estrela dourada brilhante…a estrela que veio com ela do passado.
A mesma estrela que a estava a levar de volta a um Natal passado. Deixou de ver a filha, a gambiarra, a árvore de natal… E reviu-se a ela naquele NATAL.
A árvore não tinha luzes, tinha uma estrela dourada enorme, umas bolas feitas de papel pela mãe e que ela tinha ajudado a colorir.
Os pais andavam tristes, ouvia-os a sussurrar.
No outro dia tinha mostrado á mãe uma boneca lindíssima numa montra. A mãe sorrira e dissera que provavelmente a boneca estaria vendida. Que uma boneca tão bonita como aquela de certeza já teria dono.
Mas ela sabia que não. Todos os dias depois da escola passava pela montra e via a boneca de vestido de veludo vermelho, com um chapéu de rendas na cabeça. Parecia que a boneca lhe sorria e lhe dizia, sou tua vem-me buscar.
Nesse dia quando chegou a casa pareceu-lhe ouvir vozes no quarto dos pais. Não sabia bem porque, mas colocou-se perto da porta escondida nas sombras por forma a ouvir e a não ser vista. A mãe chorava enquanto o pai a tentava consolar. Que tudo se iria resolver, que ele ainda era um homem novo e que iria arranjar emprego.
No meio dos soluços apenas ouvia a mãe dizer: - A boneca, ela vai ficar tão triste. A boneca de vestido vermelho. Não vamos conseguir compra-la.

Não quis ouvir mais nada. Fechou-se no seu quarto e chorou até que o choro a abandonou e deixou de fazer sentido.
Nessa noite (a 3 dias da noite de Natal) no jantar as palavras eram parcas. A mãe tinha os olhos inchados de chorar, o pai levantava a cabeça com um olhar triste e afagava a mão da mãe carinhosamente. Até que a mãe lhe explicou o que ela já sabia. O pai tinha perdido o emprego, que não haveria bonecas nem brinquedos, nem doces… Mas que estariam juntos e que tudo se resolveria. Que teriam na mesma uma Noite de Natal, se bem que não muito fausta.
Ela ia olhando quer para o pai, quer para a mãe e acenava a cabeça.
Nessa noite sentou-se perto da lareira a olhar para a estrela dourada no topo da árvore de Natal. E foi quando a ideia lhe surgiu.
Durante aqueles 3 dias trabalhou afincadamente. Chegava mais tarde da escola (a mãe tinha reparado nos seus atrasos e ralhou-lhe).
À noite tinha sempre muito mais sono e retirava-se para o quarto perante o olhar admirado e surpreso dos pais.
Mas na véspera de Natal estava tudo pronto.
Tiveram uma noite de Natal tal como a mãe disse não muito fausta. Mas ela mostrou-se muito alegre e de certa forma isso contagiou os pais.
No dia de Natal quando acordou ouviu murmúrios, os pais já estavam a pé. Ainda meio estremunhada dirigiu-se à sala e encontrou os pais sentados no chão perto da arvore de Natal, abraçados e com um sorriso na cara.
Foi o melhor presente que poderia ter tido, aquela imagem serena e feliz dos pais.

Tinha lhe dado muito trabalho mas estava tudo como ela tinha planeado.
A boneca vermelha estava lá linda, uma blusa para a mãe, uns sapatos para o pai… muitos chocolates, bolos e doces.
Estava tudo lá… Pintado e recortado por ela em tamanho real.
Tinha deixado uma nota escrita em que dizia que acreditava na Magia do Natal e que tinha a certeza que no próximo natal aqueles desenhos em cartão se tornariam reais, que os pais não se preocupassem. Que o que importava era estarem juntos. Lembrava-se perfeitamente dos olhos brilhantes e emocionados dos pais.
Na realidade aquele Natal foi inesquecível para todos.

Em Todos os Natais seguintes a boneca de cartão com o seu vestido vermelho estava por baixo da árvore de Natal. A árvore enchia-se de presentes, mas a boneca de vestido vermelho tinha um lugar privilegiado.

De volta ao Natal presente, ela olhou para a estrela dourada e para a boneca de vestido vermelho de cartão que continuava a ter o seu lugar privilegiado debaixo da árvore.
Quando olhava para a felicidade estampada no rosto da filha perguntava-se se alguma vez ela sentiria o Natal como ela o sentiu…

Sem dúvida que ela tinha sido uma privilegiada e aquele Natal do seu passado tinha sido um Natal mágico para todos.
==============================================================

@ PrincesaVirtual: Com esta pequena história de Natal aproveito para vos desejar um Natal Mágico e muito Brilhante a todos. Uma vénia e um beijo ... :)


Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 14:51

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2005

Ensaio sobre o riso...

sorrir.jpg

@ Há uns tempos atrás escrevi isto para um blog, o tema era risos. Era uma brincadeira, mas agora quando a li diverti-me :D . Por isso e na ausência de tempo para escrever fiquem com o ensaio sobre o riso....

O que nos faz rir??
Rir para que??
Rir faz rugas
Rir é um esgar

Rir é emoção
Rir é comoção
Rir aqui, Rir acolá...
Rir é disfunção.

Chega de tanto RIR!!!!

Rir é para os ricos
Rir é não pensar
Rir é um reflexo
Rir é o contraditório de chorar

Mas se assim for para quê me preocupar???

Será que rir também pode ser uma forma de amar?

Sentir a Rir
Rir sem sentir
Rir a amar!!!

Rir, para não chorar,
E chorar de tanto Rir
Rir de paixão ou talvez
Rir de emoção?

A jeito de conclusão só vos posso dizer:

Quem não Ri, não sente
Quem não ama, não Ri
E acima de tudo se analisado em detalhe
(Para que nada falhe)
Ser Feliz é saber Sorrir, Rir e Gargalhar!!!

Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 19:30

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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005

A Princesa REFILONA...

barara.jpg

Há quem me apelide de refilona.
Sim sou! Tenho imensa dificuldade em engolir «sapos». Fico maldisposta.
E cheguei á conclusão que não há necessidade disso. Por isso sempre que algo está menos bem ou mal mesmo… REFILO….REFILO…REFILO.
A maioria das pessoas tem a atitude passiva de …«ok ok…não vale a pena chatear-me», eu tenho a atitude activa de «chateio-me sim!!!».
Lembro-me de situações caricatas em que tinha uma amiga ao meu lado a dar-me um pontapé nas canelas para eu ficar quieta ou alguém à minha frente que me abria os olhos para eu relevar a situação.
NÃO CONSIGO!!!
Refilo em português, inglês, francês…linguagem gestual…refilo sim!!! Se tiver razão REFILO!!!
Lembro-me de um dia, uma amiga me ter convidado para ir almoçar a um restaurante muito «in», «- É excelente vais gostar» disse-me ela. Um restaurante no coração de Lisboa de «TIAS».
A minha amiga que é uma jóia de pessoa tem apenas um pequeno defeito, pretensões a «tia de cascais» e estava encantada por me mostrar o restaurante, o ambiente silencioso (eu só pensava como raio poderia dar uma gargalhada naquele ambiente sussurrante), mas lá lhe fui dizendo que sim com a cabeça, que era chiquíssimo, fabuloso …. and so on.
Uma das tias surgiu ao pé de nós com um daqueles sorrisos «feitos», «arreganhados» (que me deixa sempre a pensar que no final do dia será impossível conseguirem fazer outra expressão facial), indicando-nos uma mesa enquanto nos ia dando as indicações do «buffet». Após isso levantámo-nos para nos servir, enquanto a «Tia de sorriso arreganhado» vigiava os nossos movimentos.
Os pratos quentes estavam em travessas, lembro-me que escolhi «strogonoff» de peru, muitas natas e tinha um aspecto delicioso. Sentámo-nos eu e a minha amiga, bastante contentes com o que tínhamos à frente. Peguei nos talheres e mexi um pouco o «strogonoff». Foi quando aquele pedacinho de peru me saltou à vista. Empurrei para o lado esquerdo, para o lado direito e continuava sem descobrir porque raio a tonalidade era diferente da restante carne.
A essa altura já tinha a minha amiga também debruçada sobre o meu prato. Foi quando resolvi virar o pedacinho de peru com tonalidade diferente. ET VOILÀ….no meio das natas eu e a minha amiga vislumbramos umas «patitas», depois de mais uns segundos de investigação descobrimos que o meu «pedacinho de peru de tonalidade diferente» não era mais nem menos que uma BARATA!!!!!!
A minha amiga olhou para mim com um ar q.b enojado e as primeiras palavras foram «- Eu sei que é uma barata, mas não achas que podes relevar e mandamos pedir outro prato??!!!».
Olhei para as travessas de comida e vi as pessoas a continuarem a tirar comida da travessa de «strogonoff à lá BARATA».
E respondi : - Cristina não te preocupes vou reclamar de uma forma muito CHIQUE!!!

Chamei a «tia de sorriso arreganhado» e disse-lhe com um sorriso :

- Desculpe minha senhora mas acho que tenho «bónus» no meu prato (isso valeu-me uma canelada da minha amiga).

A Tia olhou para o meu prato sem desfazer o «sorriso arreganhado» disse:

- Ahhhhh pois é!!! Um pedacinho de carne que queimou…

Bolas o pedacinho de carne tinha pernas e ela dizia-me que era queimado???!!! E debaixo dos olhares de repreensão (antecipada) da minha amiga respondi:

- Pois, teve pernas curtas para fugir e queimou!!!

A «Tia de sorriso arreganhado» não chegava lá! E entretanto eu já tinha levado mais uma canelada, o que também já me estava a enervar. Então lá coloquei a BARATA no meu garfo e espetei-a no nariz da «TIA», perante o olhar enojado da minha amiga. E para que não houvesse duvidas disse:

- Uma BARATA!!!

E foi quando para meu espanto a ouvi dizer sempre com aquele sorriso arreganhado e de uma forma muito chiquérrima:

- Ahhh que aborrecimento minha senhora!!! Olhe que deve ser a ultima, andamos há um mês a acabar com esses «bichos». Quer provar a nossa «especialidade XZPTO»????

E enquanto isso «o strogonoff à lá BARATA» continuava a ser servido enquanto as pessoas em redor da nossa mesa que se tinham apercebido da situação pesquisavam meticulosamente os pratos à procura de «bónus».

Por isso REFILEI! REFILEI! e REFILEI!!! Consegui que a senhora tirasse o «sorriso arreganhado da cara» depois de a ameaçar com o «livro de reclamações», consegui que a travessa fosse retirada, consegui que mais umas quantas pessoas que tinham pedido o «strogonoff» o mandassem para trás. Enquanto isso a minha amiga ia mudando de cor, pálida, vermelha, roxa…

Na verdade isso custou-me uma zanga com a minha amiga que se viu lesada pelo facto (segundo ela) de não puder voltar mais aquele restaurante, um restaurante tão chique, tão must… e ZANGOU-SE a valer quando eu lhe disse que lhe tinha prestado um favor, caso contrário a esta altura estaria a comer o Stragonoff à «LA BARATA»!!!

Enfim coisas de «TIAS»…
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 10:24

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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2005

Minas e armadilhas...

minas.jpg

Hoje coloquei os meus pezinhos «principescos» num gigantesco «có-có» de «bobbie». Tinha saído de uma livraria e ia a folhear uma revista e zás!!! Fiquei danada, já não se pode ser uma incauta leitora sem que se corra o risco de ficarmos atolados em có-có???!!!!
Enquanto, esfregava os pés no chão, tentava tirar o máximo do «có-có» com um pauzinho e graças a deus tinha um daqueles pacotinhos de lençinhos molhados que em muito ajudou a limpar e a afastar aquele cheiro nauseabundo, perdi-me em pensamentos sobre as causas das «minas e armadilhas».
Se há coisa que sempre me irritou é o «có-có» de cão espalhado pelas calçadas das nossas ruas. Chega a ser caricato ver a quantidade de pessoas que espreitam as solas dos sapatos à procura de vestígios …. Para não falar da ginástica que é preciso em algumas zonas para nos desviarmos de «có-có» após «có-có». Visto de longe quase que parece uma qualquer dança ao melhor estilo «hip-hop» tão em voga nos nossos dias.
Pensei na coisa de uma forma racional, tipo qual a razão para que os «bobbies» nos conspurquem as ruas impunemente??? Será que eles não entendem que tem tudo a ver com regras de saber estar???!!! Uma questão de saúde publica???!!!
Será que eles não percebem que um «xi-xizinho» na roda de um carro, na janela e portas alheias é um comportamento anti-social???
Porque raio os «bobbies» não lêem os anúncios que esporadicamente são colocados a avisar que o seu «có-có» largado em qualquer patamar de escada ou calçada portuguesa… está sujeito a multa???
Será que o labrador preto que mora dois andares acima do meu, não percebe que deveria ir á rua, pois o facto de fazer o seu «xi-xizinho» e «có-có» na varanda (não tomando os devidos cuidados) escorre na minha varanda e nas dos restantes vizinhos. E que isso é bastante desagradáve!!!!! Sim porque se analisarmos a coisa racionalmente bastava que o meu vizinho «labrador», tivesse a noção o quanto desagradável seria eu ir fazer um xixizinho na sua varanda.
O mais estranho de isto tudo (pensava eu ainda enquanto acabava de raspar com o pauzinho o resto do có-có da sola da minha bota) é que não deve ser uma questão de formação ou educação. Estes «bobbies» que eu conheço são «bobbies» de bem, educadíssimos. «Bobbies» engenheiros, advogados, médicos…
Por isso hoje vou aproveitar o meu «blog» para fazer um apelo aos «bobbies», vulgo cães do nosso Portugal:

«POR FAVOR ESCOLHAM LOCAIS ADEQUADOS PARA OS VOSSOS XI-XIZINHOS E CÓ-COZINHOS. NÃO SE ESQUEÇAM NOS VOSSOS PASSEIOS DIÁRIOS DOS SAQUINHOS DE PLÁSTICO.»

Agradecendo antecipadamente a Princesa anti-minas e armadilhas

Ps Não! Não estou maluca o apelo é mesmo para os «bobbies» animais irracionais vulgo «cães», porque já desisti de apelar aos animais racionais vulgo «homens».
Decreto-Lei decretado por PrincesaVirtual às 23:42

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